EDITORIAL 400

Novos Tempos

Ao contrário de outros colunistas, nós ouvimos os sons da rua.

Bolsonaro ganhou com mais de 10 milhões de votos de diferença, uma enorme vantagem, bem maior do que Dilma teve sobre seu oponente, mas com um índice recorde de rejeição, e não teve a maioria dos votos totais.  

Para o colunista do Globo Merval, os votos do Bolsonaro não são todos dele, nem os votos do Haddad são do PT. Para o colunista, diferentemente de outras eleições, nessa, a disputa sobre um projeto de País ficou em segundo plano. Pois muita gente votou em um candidato contra o outro.

Ao contrário do colunista, nós ouvimos os sons da rua. O povo clamava por mudança, não aguentava mais os desmandos do Judiciário e a roubalheira que foi implantada em nosso país. Não aguentava mais ser extorquido por uma classe privilegiada com salários gigantescos perante os da população vivente no Brasil.

O cidadão de bem, sem ter sofrido lavagem cerebral ou sem ter recebido mimos financeiros para um pensar "socialista", não queria mais ver surgir uma nova elite, absurdamente rica, mantida com recursos públicos. Não queria mais olhar para os prédios mais luxuosos do país e saber que lá moram juízes, desembargadores, ministros, políticos e assessores públicos, todos funcionários do povo que mal tem para manter sua família, diferente de outrora que ali moravam as famílias de empresários que lutaram durantes dezenas ou centenas de anos para possuírem o capital necessário para tal luxo.

Talvez os votos não são do Bolsonaro como não foram de Fernando Henrique, de Lula, Dilma e nem de Collor, sempre foram e serão votos de esperança no porvir, em melhores tempos.

Outros dizem que a minoria venceu, pois a soma das abstenções, votos brancos, nulos e do adversário são muito maiores, quando somados.

Mas não é sempre assim?

A maioria mobilizada e organizada ordeira precisa ser a voz da decisão, e assim o foi.

Que venham novos tempos.





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