DIA DAS MÃES

MINHA MÃE

Cumpriu sua missão e agora seguirá uma nova jornada

Erotides Rossini Coelho nasceu muito pobre no interior de Lontras em 1934, filha de José Rossini e Elsa Koth Rossini. Chegou em São Jorge, Apiúna, em 1943, onde seu pai após trabalhar como empregado em uma serraria aceitou o desafio e tornar-se o proprietário. 

Trabalhou muito junto ao seu irmão João e os empregados na lida diária de uma madeireira tocada por uma locomotiva.

Aos 19 anos casou-se com Olivio Manoel Coelho e teve 4 filhos - Amilton, Vilson, Ailton e Alvaro. Foi costureira e empresária do comércio.

Jamais deixou de seguir seus preceitos de ética e moral. Era de uma honestidade ímpar.

Essa era minha mãe!

No último dia 04, quando completou seus 86 anos, passou muito mal e foi levada ao Hospital Doutor Waldomiro Colautti em Ibirama onde veio a falecer no dia 06 de madrugada.

Minha sobrinha escreveu um texto no facebook onde fala de sua vó e eu coloco partes deste texto aqui para que vocês possam lê-lo.

 "Minha avó está em seus últimos dias de vida. Faz anos que eu ouvia, todas as vezes que eu a visitava, que o fim da sua vida estava próximo. Eu sabia que não estava. Minha Vó Tida é uma mistura de força e teimosia e, por isso, não se deixaria levar sem muita luta pelo chamado da Morte. As visitas da bisavó Elza, cada vez mais frequentes, não eram o suficiente para que ela abrisse mão definitivamente dos laços com a vida neste plano, especialmente do amor dos familiares e amigos e do cotidiano cuidadoso e bem-humorado desses últimos anos com a Marcia, uma filha de coração, e o Ailton, o filho mais pimentinha dentre os "Coelho".

 Todavia, no início do ano, quando estive na casa da matriarca, senti que aquela visita era um adeus. Eu nunca havia sentido isso em relação à vó. E foi um adeus bonito, amável e com a formosura da minha "vózinha". Tive a oportunidade de me reencontrar tanto com a minha vó do passado, uma criatura tão grande e forte nas minhas memórias de criança, quanto com a minha vó de 2020, habitante de um corpo frágil e delicado, com memórias que flutuam e desobedecem a racionalidade do relógio e dos calendários e flertam entre a realidade e a ficção.

 Na fluidez do alzheimer, Vó Tida conversou com a Rubia criança e depois com a Rubia adulta, que, segundo ela, "estava tão diferente!". Reconheceu o Yo, emocionou-se ao ouvir ele tocar uma música bonita ao violino, perguntou pelo Lucas e disse que estava com saudades - provavelmente deve ter imaginado o Lucas criança, aquele de quem eu também tenho saudades.

 Escrevo esse pequeno texto de despedida, revisitando minhas memórias cândidas de infância, e agradecendo minha madrinha pelo carinho com que sempre cuidou de mim, desde as tortas de bolacha feitas com mais afeto do que manteiga e Nescau, o macarrão caseiro ou as partidas de canastra que adentravam as noites nas férias e nos fins de semana...

 ... Nesse momento, minha vó se desprende da vida em forma de matéria. Sinto gratidão por ter tido o privilégio de ter uma vó tão querida. Por ter me ensinado, mesmo sem saber que o fazia, a importância do feminismo - não porque ela era militante (jamais o seria!) - mas porque enquanto eu a via, na sua submissão subversiva, tão presa às amarras do patriarcado, eu percebia que o "destino de mulher" precisava ser reinventado.

 Agradeço à Vó Tida por essa lição, que é algo que não se aprende em livros. Minha vó é parte importante da mulher que me tornei - ainda que esta parte seja aquela que origine as discussões durante um almoço ou café da tarde em família e pareça aos meus parentes o oposto do que eu poderia ter aprendido com a força dela."

 Vá com Deus minha Mãe!

Domingo de homenagens

Comemorado no segundo domingo de maio desde 1932 no Brasil, seguindo uma tradição americana iniciada no século XIX, o Dia das Mães é a data comemorativa mais especial por tudo que cerca a figura da mulher, especialmente a maternidade. A data ganhou força depois de sua institucionalização se configurando em uma oportunidade para o comércio alavancar suas vendas. Hoje, depois do Natal, ela é a mais importante no calendário anual deste setor da economia.

Há registros históricos de que na Grécia Antiga o povo fazia homenagens a Rhea, conhecida como Mãe dos Deuses e da própria Terra. Os romanos também rendiam homenagens a Cibele, considerada mãe dos deuses. Historiadores apontam que as mães sempre receberam destaque. Na Inglaterra, por exemplo, havia o Domingo das Mães, isso no século XVII. Uma missa especial era realizada e os filhos entregavam presentes para suas mães. Quem trabalhava muito longe de casa, recebia um dia de folga para comemorar a data.

No Brasil, a data sofreu influência dos americanos e depois de ser oficializada por Getúlio Vargas também

recebeu destaque especial na programação da Igreja Católica. Nos Estados Unidos, a criação de uma data começou a ser debatida em 1865. A ativista Ann Maria Reeves Jarvis que organizou neste ano o evento chamado de Mother's Friendship Days, que significa dias de amizade para as mães.

O objetivo era criar melhores condições para os feridos na Guerra de Secessão. Mas é a filha de Ann que ficou conhecida como a idealizadora do Dia das Mães como se tem hoje. Anna Jarvis criou em 12 de maio de 1907, dois anos após a morte da sua mãe, um memorial em homenagem a ela. Ela desenvolveu uma campanha para que a data fosse reconhecida como feriado.

Ela obteve sucesso ao torná-lo reconhecido nos Estados Unidos em 8 de maio de 1914 quando a resolução Joint Resolution Designating the Second Sunday in May as Mother's Day foi aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos instalando o segundo domingo do mês de maio como Dia das Mães. No âmbito desta resolução o Presidente dos Estados Unidos Thomas Woodrow Wilson proclamou no dia seguinte que no Dia das Mães os edifícios públicos devem ser decorados com bandeiras.

No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

Neste domingo, 10, só podemos agradecer por tanta dedicação e dar os

 PARABÉNS!!!





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