ECONOMIA

Setor têxtil de SC estuda ampliação de mercado para a África

Conferência discute as oportunidades do setor têxtil no mercado africano

Foto: FIESC reprodução

Na quarta-feira, 16, a Federação das Indústrias de SC - FIESC realizou uma conferência online para discutir as oportunidades do setor têxtil no mercado africano. Segundo os empresários, a exploração de novos mercados é essencial nas estratégias de internacionalização, já que isso aumenta a competitividade das empresas. 

Atualmente a maior parte da produção da indústria têxtil é voltada para o mercado interno. No ano passado, menos de 1% das exportações mundiais da indústria têxtil foram realizadas pelo Brasil. 

Um dos grandes desafios para realizar negócios externos é o clima. Os produtos para o Hemisfério Norte precisam ser diferentes por causa do frio. Esse fator exigiria uma produção distinta da que é feita para o Brasil, restringindo os possíveis parceiros comerciais. 

"A África pode ser um parceiro interessante para este setor. Além do clima, em 2018, o continente estabeleceu uma zona de livre comércio, expandindo seu mercado exterior. Com isso, o continente está se tornando um mercado emergente", destacou a presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante. 

Nesse sentido, o vice-presidente da entidade para o Vale do Itajaí, Ulrich Kuhn, defendeu a importância das empresas em buscar novos mercados e não fazerem negócios apenas com os parceiros já estabelecidos. 

"Vender para Argentina, Uruguai e Bolívia não é exportação no sentido que a palavra quer dizer. Ser exportador é conquistar novos mercados e estabelecer uma diversidade de parceiros comerciais", ressaltou Kuhn. 

Um dos aspectos a serem considerados para os empresários do têxtil que querem começar a exportar é o tipo de produto. Segundo o diretor comercial da Buddemeyer, Rafael Buddemeyer, vender produtos específicos e mais trabalhados pode ser mais vantajoso que negociar grandes volumes. 

"Uma das soluções pode ser trabalhar com produtos que agregam mais valor, mais rentabilidade. As vezes é melhor vendar peças com mais 'moda' do que necessariamente grandes volumes. Isso pode ser um diferencial", explicou Buddemeyer.  






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