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VIVER E CONVIVER

Viver um ano novo

A nossa humanidade e sensatez é colocada em prova

A energia que cada ano proporciona é muito poderosa, renovadora e propulsiona a novas atitudes, escolhas. A pausa de cada final de ano é necessária para que ocorra reflexões. Os controles das coisas escorreram pelas mãos, ficamos com medos, angústias e apreensivos. Houve muitas perdas que deixaram marcas profundas e de indignação. A pandemia não escolheu raças, culturas, nem pobreza e a riqueza, colocando assim nosso equilíbrio emocional a prova.

 Nesse novo ano, que é um seguir em frente, podemos escolher ficar com uma dose extra de escolhas saudáveis e de mais atenção conosco e com os que nos circundam. Essa atenção com nós mesmos são os buracos que deixamos para depois. Questões internas, pessoais e interpessoais que são "empurrados com a barriga".

 A inteligência da nossa evolução, trouxe um "isolamento" forçado, onde tivemos que lidar com nós mesmos e ter uma convivência mais intensa com familiares. A pergunta é: Como nos sentimos com nós mesmos? E em relação as pessoas de convívio diário?

 A própria companhia trouxe prazer ou angústia, solidão ou paz, depressão, carências? E a companhia do outro ou dos outros dentro do mesmo espaço, como foi vivenciada? Houve fugas na bebida, fumo, medicamentos, drogas, brigas, separações e trabalhos excessivos, ou aproximações e fortalecimento de laços? Tudo isso seria ou ainda é uma oportunidade para rever a nossa relação conosco e com o outro. O que foi ativado em nós e o que o outro ativa ou ativou em nós? A nossa humanidade e sensatez foi colocada em prova. Ainda estamos tendo que conviver sem abraços, apertos de mão e com a nossa rotina, arriscando trazer o vírus para casa e contaminar uma pessoa querida, um familiar.

  Nessa fuga de nós mesmos, de não querer olhar para nossas fraquezas, carências, usávamos máscaras emocionais para disfarçar, não deixando transparecer a nossa realidade. Porém, o vírus nos impôs usar uma máscara de proteção e o álcool gel para desinfetar, o que cobriu nossos disfarces, caras e bocas, nossas expressões, mas não conseguiu cobrir os olhos que são a janela da alma, logo mostrando realmente como estamos, tristes, felizes com raiva etc. Não dá para disfarçar a alma e psique. A busca atenda de nossas emoções, sermos observadores de nós mesmos, olhar os valores, ressignificar traz um alívio interior. Então, de novo a inteligência que nos empurra para evoluirmos, desafiou-nos. 





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