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HORIZONTE DE LUZ

A Razão da Dor

Bem aventurados os aflitos, porque serão consolados - (mt 5:4)

Se existe algo que nós não gostamos é de sentirmos algum tipo de dor. Existem as dores físicas, que são comuns a todos, como por exemplo, uma picada de um mosquito, uma dor de dente, uma topada com o dedão numa pedra (uufffa isso dói), enfim algum padecimento físico e também se não bastasse temos ainda as dores íntimas que dizem respeito aos nossos sentimentos feridos, como a dor de uma traição, de uma decepção, de uma ingratidão, mágoa, etc. 

Percebemos que estes exemplos fazem parte do nosso cotidiano, onde logo deduzimos que as "Dores ou Aflições", são inerentes ao mundo em que vivemos e todos nós, sem exceção, passaremos por alguma experiência de dor.

Jesus, o Divino amigo já nos alertou a cerca disso, registrado no evangelho de João:

No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo - João-16:33

Ter bom ânimo diante das dores, das aflições que certamente encontraremos nesta nossa jornada de progresso que estamos inseridos, é o conselho, a orientação do "Mestre", porque da mesma forma que vamos nos deparar com elas (aflições), também teremos oportunidades de vencê-las, superá-las, a exemplo do Cristo. Isso significa dizer que as nossas aflições têm data pra terminar, não são eternas, porque elas derivam de causas que podem estar nesta vida ou numa existência anterior. As aflições são, portanto, fruto das imperfeições humanas, consequências das escolhas equivocadas do Homem em qualquer época durante sua trajetória evolutiva.

O codificador da Doutrina Espírita, o Sr. Alan Kardec, trata a questão da dor no Capítulo V de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", dizendo que:

 (...) De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida. Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequências naturais do caráter e do proceder dos que os suportam. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição. Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos! Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma! Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um

Pouco de moderação e menos suscetibilidade! Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!

 (...) Mas se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, a

Perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo etc.

Nossas múltiplas existências são solidárias, onde vamos ter uma ampla visão da justiça Divina. Estamos encarnados num mundo de provas e expiações para eliminar imperfeições, adquirir conhecimentos e quitar nossas dívidas com as leis Divinas, oportunidade de nos reajustarmos perante essas leis em razão de nossos equívocos anteriores. Segundo a visão Espírita, as nossas Aflições são "Oportunidades de reajuste perante a Lei de Deus, portanto, é necessário compreendê-las e aceitá-las como lições valiosas. Cada criatura tem a aflição que lhe é própria." O benfeitor Emmanuel, no livro "Religião dos Espíritos", afirma: (...) Os corações unidos ao sumo de bem, contudo, sabem que suportar as aflições menores da estrada é evitar as aflições maiores da vida e, por isso, apenas eles, anônimos heróis da luta cotidiana, conseguem receber e acumular em si mesmos os talentos de amor e de paz reservados por Jesus aos sofredores da Terra, quando pronunciou no monte a divina promessa:

"Bem-aventurados os aflitos!"

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